“NILO, o Dom do Egito”

Para concluir os posts da viagem dos meus sonhos ao Egito, nada melhor que falar daquele que dá a vida ao País, aquele que é o “Dom do Egito”, o Rio Nilo. Este rio se estende desde os lagos Africanos até desaguar no Mar Mediterrâneo, transformando a paisagem desértica em bosques, savanas e pântanos.

Logo que o Nilo deixa o Cairo, desaparecem também as montanhas que até então tinham acompanhado o seu curso, os montes árabes e líbicos se afastam progressivamente e perdem-se nos confins do Mar Vermelho ou próximo à Alexandria, no Mar Mediterrâneo.
Todos os anos depois das chuvas torrenciais o Nilo aumenta até ultrapassar as margens e alagar, no mês de abril a enchente atinge a capital do Sudão e através da Núbia entra no Egito por volta dos últimos dias de maio até os primeiros de junho. Até outubro o vale fica coberto por uma espécie de limo que dá a possibilidade ao País de ter uma fauna e flora ricas. Sem as cheias do Nilo o Egito se resumiria a deserto estéril.
No Egito o sistema de irrigação ainda é primitivo, cabendo ao homem o papel mais pesado, contando claro com a ajuda dos animais como burros e bois, além claro dos recipientes em couro que já eram retratados nas pinturas dos túmulos há mais de 3 mil anos, e estima-se que com esse sistema cerca de 50 litros de água possam ser retirados do rio por minuto. Mas durante a nossa navegação pudemos ver bombas à motor que já faziam a irrigação.
Um dos momentos mais particulares da viagem foi estar no deck do navio e apreciar a vida desse rio, as possibilidades que ele oferece às pessoas, desde a necessidade básica de obter água até ver as crianças que se divertiam e refrescavam nas águas do lendário Nilo. Por onde passávamos todos nos acenavam, e sorriam como se aquele fosse um momento único em suas vidas. Era quase impossível imaginar toda aquela história e vida se o rio não estivesse presente.
O pôr-do-sol de todas as tardes quentes e calmas ao longo do rio foram os mais belos que eu jamais havia visto na minha vida, uma bola gigantesca vermelha com tons de dourado que se exibia para mim.
Então aqui encerro o meu roteiro por esse País mágico, riquíssimo em história, em cultura e responsável pelo começo de muitas descobertas e evoluções. O que me entristecia era perceber que parece que toda essa descoberta parou no tempo, e depois daquela era de grande esplendor, as grandes descobertas e obras do Egito se estagnaram. De qualquer forma esse é um roteiro fundamental para os amantes da civilização, da história, da cultura e sem dúvida para qualquer viajante curioso que aprecie o diverso, o encantador!
Muito obrigada à todos que acompanharam o blog durante a saga Egito.
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