LUXOR – a chegada ao Egito!

Antes de mais nada quero lhes dizer que por mais que sejam belas as fotos e interessantes os comentários, jamais serão capazes de transmitir a sensação, emoção, aromas sentidos, rumores ouvidos, belezas e feiuras vistas, e a satisfação em estar no berço da civilização.
Antes de chegar ao destino não sei quantas foram as noites bem dormidas, creio poucas. A ansiedade era enorme! Então malas prontas e vamos embarcar nessa viagem de descobertas, contrastes, surpresas, realização e grande emoção!
Aterrizamos no aeroporto de Luxor, pequeno porém charmoso, em meio ao deserto, quase que sentia o avião pousando sobre a areia. Descemos e o primeiro impacto: 47ºC ao ar livre, acho que está bom para começar!
Antes de pisarmos em território Egípcio, temos que passar pelo controle, retirada do visto e carimbo de entrada. Brasileiros precisam de visto para o Egito e o mesmo pode ser conseguido diretamente no aeroporto pagando 15 dólares. Acho que já falei sobre isso no post anterior.
aeroporto de luxor egito
egito plane luxor Como já chegamos quase ao anoitecer em Luxor, fomos direto para o Navio que nos levaria por 4 dias pelo Rio que dá vida a este País: o Nilo. “O Nilo é o dom do Egito“.  Para entrar tivemos que passar por dentro de outros 4 navios, eles são muitos, parecem pragas, um ao lado do outro e se estedem por quilômetros. Há dos mais luxuosos aos mais simples, o que irá influenciar no preço da viagem. O nosso era o Club Coral II, simples, porém muito organizado e limpo. Check-in efetuado, malas na cabine, vamos conhecer o navio e explorar as belas vistas que teremos como paisagem nos próximos dias. E nada mais característico do que o belo sol africano se pondo entre as dunas e montanhas, com o Nilo como testemunha, aquela bola vermelha colorindo o céu, irradiando alegria. O silêncio e lágrimas de emoção por ter a possibilidade de viver aquele momento!
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Manhã seguinte é dia de começar com as visitas, e a primeira delas é o VALE DOS REIS. Luxor é uma cidade dividida entre onde o sol nasce e onde ele se põe, pois desta forma se sabe onde é o lado dos mortos (oeste, pôr-do-sol, trevas, morte), e o lado dos vivos (leste, nascer do sol, vida, luz, renascimento). O Vale dos Reis está do lado oeste da cidade, assim como o VALE DAS RAINHAS. É uma espécie de cemitério dos Faraós, é lá que foram encontradas as várias tumbas, inclusive a de Thot-Ank-Ámon. A idéia de fazer a tumba separada do Templo foi de Tutmósis I, quebrando assim uma tradição de 1.700 anos.
Dentro não são permitidas fotografias, e para quem der uma de esperto e tentar burlar a lei, paga uma multa e pode ter o equipamento apreendido, como aconteceu com um do nosso grupo. Deu o maior arerê, então se é assim, respeitem!
O ingresso custa 80 L.E (Libras Egípcias), e nos permite visitar 3 tumbas, num total de 62, muitas das quais foram saqueadas e permitiam aos habitantes da aldeia de Gurnah de viverem do comércio desses objetos.
A tumba de Ramses IX, primeira a ser visitada, é inacabada, pois para a construção da mesma serviam pelo menos 7 anos, e o Faraó morreu antes desse tempo. Os desenhos encontrados na parede ajudavam ele a alcançar a vida eterna. Os tons das cores eram conseguidos com os minerais. Da morte até a mumificação passavam-se 73 dias, e até o final do funeral passavam-se meses. O fato do sol se pôr e renascer no dia seguinte os fazia acreditar em vida após a morte, por isso adoravam ao Sol (o Deus Rá) e a ele pediam permissão de viajarem juntos até a próxima vida (ao próximo nascer do sol).
A segunda tumba foi a de Ramses III. As imagens com o pé esquerdo avançado eram símbolo de vida, as com braços cruzados no peito, símbolo de morte.  Muitas outras tumbas estão fechadas para visitação. Ainda vimos a tumba do Príncipe Ámon-her-Khopechef, filho de Ramses III. Esta está bem conservada e tem um colorido mágico nos desenhos, dentre os quais está o do Faraó que apresenta o seu filho a várias divindades, como Thot e Ptah.  Dentro desta tumba há uma múmia de um feto. Saindo desse complexo nos deparamos com o ataque dos vendedores, são audaciosos, insistentes, e inconvenientes, preparem-se!
O Vale das Rainhas está distante do Vale dos Reis cerca de 1 quilômetro e meio, é chamado de “Biban el-Harim“. Lá foram encontrados quase 80 túmulos, os quais pertenciam à XIX e XX dinastias.
Chegamos ao complexo funerário da RAINHA HATSHEPSUT, mais protetora das artes que chefe militar. Encomendou um monumento fúnebre para o seu pai Tutmósis I e para si mesma, onde antes teria sido consagrada a Deusa Hathor. O arquiteto escolhido pela rainha soube muito bem desfrutar uma espécie de leque de rochas que se estende por trás. O Templo é composto por vários terraços e rampas que dão acesso ao santuário.
Muitos detalhes desse monumento foram destruídos pelo sucessor do trono, por vergonha de ter sido governado por uma mulher, e por ter sido sabotado pela mesma.
Próximo ao Vale das Rainhas há ainda o VALE DOS NOBRES e VALE DOS ARTÍFICES, que segundo o nosso guia Akef, são os mais bonitos.
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TEMPLO DE LUXOR (custa 50 L.E), chamado pelos Egípcios de Harém Meridional de Ámon, tem 260 metros de comprimento. Foi iniciado por Ámon-Ofis II, ampliado por Thot-Mosis II e acabado por Ramses II. Está ligado ao Templo de Karnak por um corredor de esfinges que mede cerca de 3 quilômetros de comprimento (o governo de Luxor está restaurando este corredor, retirando do caminho casas, edifícios, escritórios e tudo que for necessário para refazer esta bela obra).
No caminho até este Templo nos deparamos com 2 estátuas enormes, os COLOSSOS DE MEMMON, entre o Nilo e o Vale dos Reis, se encontra este que seria o monumento da entrada do Templo de Ámon-Ofis III.
Os templos estão do lado leste da cidade, onde há vida, onde nasce o sol! A fachada era composta de 2 obeliscos, um deles atualmente está na Place de la Concorde, em Paris. Além das estátuas de Ramses II com relevos contando os seus feitos. É tudo grandioso, faraônico e muito bonito! Dentro há várias colunas com capitel em forma de papiro fechado, o que nos oferece um pouco de sombra, já que, com o passar das horas elas são preciosas pois o calor aumenta…
Ainda no Templo de Luxor há o pátio com o Templo de Tutmósis III, com capelas dedicadas à Ámon, Mut e Khonsu, e o pátio de Ámon-Ofis III.
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O TEMPLO DE KARNAK (custa 65 L.E) é colossal, grandioso! Isso porque cada Faraó construía algo a mais para ser também lembrado, dentre os quais estão Ámon-Ofis III, Ramses I e Ramses II. Assim o mesmo foi tomando proporções exageradas. Separado do Templo de Luxor pelo corredor das esfinges, era chamado de Hermonthis pelos Gregos. É formado por 3 zonas separadas entre si por muros. A central é a maior e também a melhor conservada. Este templo é dedicado a Ámon. Maior templo de colunas do mundo, onde caberia uma Notre-Dame de Paris dentro. A parte mais espetacular é a Hipostila, onde se erguem 134 colunas com 23 mestros cada e com capitéis em forma de pairo aberto, a lindíssima FLORESTA DAS COLUNAS.
No complexo de Karnak há ainda o Lago Sagrado, onde os Sacerdotes se purificavam, e perto deste há uma escultura gigante de “escarabeu” uma espécie de amuleto da sorte. Há uma tradição de girar 7 vezes em sentido anti-horário em volta deste amuleto como forma de obter sorte. Eu, claro, girei!
Durante esse primeiro dia em Luxor as duas grandes emoções que vivi foram: ver os balões voando pelo Vale ao amanhecer, e estar em Karnak, que é realmente lindo!
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Dicas importantes: sapatos fechados mesmo no calor são os melhores para os terrenos pedregosos. O protetor solar fator 50 no corpo inteiro foi indispensável para mim. Água, muita água!!! Chapéu e óculos de sol. Fiquem atentos quando forem ao banheiro, mesmo em locais públicos, lá dentro tem sempre alguém que irá te cobrar pelo papel higiênico, então levem consigo ou preparem as moedas. Mesmo o Egito aceitando dólar e euro, é melhor usar a moeda local, porque cada um faz um câmbio diferente, e no final sempre tentam nos enrolar.
O dia hoje foi cheio de emoções e lindas surpresas. Superou totalmente às minhas expectativas e mal posso aguardar para as próximas descobertas! Me despeço com este pôr-do-sol incrivelmente lindo!
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3 comentários sobre “LUXOR – a chegada ao Egito!

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