Worms, o Dragão, Siegfried e Martinho Lutero.

Seria impossível falar da cidade de Worms, no interior da Alemanha, sem citar a lenda de Siegfried e o dragão (que aliás está pelos 4 cantos).
Não um Deus ou Semi-Deus, Siegfried era um homem comum, que ao ser banhado pelo sangue do dragão que enfrentou tornou-se “invencível”. Mal sabia ele que, assim como outros mitos, ainda tinha um ponto fraco: enquanto era banhado pelo sangue do dragão, uma folha cobriu uma parte do seu corpo, a qual seria atingida mais tarde pelo seu assassino Hagan.
Quem quiser saber mais sobre Siegfried, clica aqui!
A cidade é relativamente pequena mas muito charmosa. É uma das mais antigas da Alemanha, tendo sido fundada pelos Celtas. Como tantas outras no norte da Europa, esta também conserva muito da sua arquitetura, os famosos telhados escuros e pontiagudos Germânicos, ruas limpas e tudo muito organizado. Bicicleta é essencial! Dá para girar a cidade inteira sobre as duas rodas.
Há ruas interessantíssimas no CENTRO, com casas coloridas que contam através das suas fachadas pintadas a história daquela região, a passagem dos Nibelungos por alí, e sobre os personagens da lenda que já citei acima. Um delícia sentar na calçada e ficar admirando os detalhes. Vale à pena ver o MUSEU DOS NIBELUNGOS, aberto diariamente das 10:00 às 17:00 e custa EUR 5,00.
No coração da cidade está o Dom,  a CATEDRAL DE WORMS. Linda, imponente, que pode ser avistada de longe. No estilo tardoramânico, a Catedral  possui 3 naves. Sua construção teve início em 1125 e após ter sido bombardeada durante a Guerra só foi finalmente reestruturada em 2002. Juntamente com as catedrais de Mainz e Speyer forma uma tríade de igrejas que são exemplo único do românico no mundo. O interior é muito diferente das Igrejas imponentes da Italia, mas nem por isso menos bonito. Uma parada aqui é fundamental!
Provavelmente não há outra cidade na Europa com tantos elementos arquitetônicos que lembram a cultura judaica como Worms. É conhecida como a  “Pequena Jerusalém”. Mesmo após o período negro do Terceiro Reich, a comunidade judaica se manteve ativa em Worms. Nem mesmo toda a destruição causada pela Segunda Guerra Mundial conseguiu apagar as evidências do judaísmo por aqui. O destaque fica para o CEMITÉRIO JUDAICO, Heiliger Sand, em frente aos muros da cidade (de acordo com regras religiosas, os cemitérios tinham que ficar do lado de fora do povoado), é o mais antigo do gênero na Europa. As lápides mais velhas datam do ano de 1076.Worms ainda foi palco de uma reviravolta na história da religião, mais especificamente da Reforma Protestante. Foi aqui que Martinho Lutero foi posto diante das suas ideias para afirmar ou negar a sua crença no que alí estava escrito. Este momento ficou conhecido como a “Dieta Imperial” ou “Dieta de Worms”. Dias após a sua admissão, ele seguiu para Wittenberg, e foi declarado como fugitivo e herege pelo Imperador.

A atmosfera da cidade é bem legal também, há muitos estudantes de várias partes do mundo que escolheram esta cidade como base para as especializações acadêmicas. O difícil no centro foi achar um restaurante que não fosse Italiano, eles invadiram o lugar.

À beira do rio as pessoas se reunem como se estivessem na praia, até areia tem, sombreiros de palha e bar como as nossas barracas. Festas acontecem por lá nos finais de semana, e a turma jovem comparece em peso.
Tive a sorte de passar por aqui durante o ESPETÁCULO MEDIEVAL da cidade. Gente o que foi aquilo? Muito massa!!!!! Adorei! As pessoas se inscrevem para viverem como na era medieval, sem as facilidades do mundo moderno, e em trajes típicos. E alí permanecem por dias. Parece um filme, mas é real e muito legal!
Fiquei hospedada na casa de uma amiga que faz mestrado aqui. Por isso não posso dar palpites sobre hospedagem.
COMO CHEGAR:
Do Aeroporto de Frankfurt peguei um trem que vai até Mainz, onde fiz uma troca e peguei o segundo que me levaria até Worms. Os bilhetes custaram cerca de EUR 15,00.
Usei esta cidade como base para alguns passeios que fiz pelas redondezas. Aguardem!
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