Zurique e o Sechseläuten.

Tenho que confessar que esta cidade nunca tinha entrado na minha lista de destinos “tenho que ir antes de morrer”. Mas aí vem a minha amiga e companheira de viagem e larga essa: “tenho um amigo de longa data de Zurique, temos que passar lá”. Como durante as nossas andanças sempre tentamos fazer pelo menos uns 3 países, incluímos a cidade Suíça na nossa rota!

Enquanto eu ainda estava em casa na fase “pesquisas” o fator “grana” me angustiava um pouco (sabe como é, vida de estudante se resume a ter que fazer contas no final do mês). Tudo o que eu lia sobre a Suíça tocava no assunto “bufunfa”, porque a danada é cara mesmo.

Vamos aos fatos!

Preocupação número 1 de mulher: a MALA! A nossa viagem começa em Zurique mas terminará semanas depois em Berlim (passando por outras cidades no meio do caminho), desta forma temos que nos preparar para as diferentes temperaturas que encontraremos (chequem sempre a meteorologia antes de preparem a mala), e temos os limites de peso do avião além do nosso próprio limite físico em ter que ficar carregando mala pra cima e pra baixo.

Eu não gosto nada de looks sem graça, tem gente que usa isso como desculpa pra carregar o armário nas costas ou o total oposto alegando não poder se vestir bem quando se viaja barato pela Europa. Balela! Dá pra fazer tudo com equilibrio, e priorizando o conforto, afinal estamos viajando. Procurei levar saias que eu pudesse usar com meia, caso esfriasse, e sem caso encontrássemos os dias de sol que prevíamos. Camisetas segunda pele térmicas que ajudam muito e ocupam nada de espaço. Legging, peça fundamental na viagem de qualquer mulher (super confortável e versátil), um jeans, um tênis, um salto (caso rolasse uma baladinha ou jantarzinho mais formal), muitas blusas (todas em tons compatíveis às peças de baixo e alguns acessórios que iriam fazer a diferença nos looks para que eles não parecessem se repetir.

Minha amiga pousou em Frankfurt, eu a encontrei lá e nós, no aeroporto mesmo, pegamos um trem para Zurique. Ela queria porque queria fazer uma viagem de trem. Legal, também acho que tem que fazer mesmo, mas acho que eu escolheria outra rota e outro momento. Depois de um longo vôo saindo do Brasil, ainda encarar algumas horinhas (e põe hora nisso) de trem, em pé em alguns momentos, fica meio puxado. Para quem tenha interesse em viajar de trem pela Europa, dá uma olhadinha aqui.

Já na estação de Zurique (em alguns sites de compra das passagens de trem ela aparece como Zuerich HB ou Zürich Hauptbahnhof) pegamos um tram para chegarmos ao apartamento do nosso anfitrião. Tentem chegar com algum dinheiro trocado (na Suíça se usa o Franco Suíço CHF, atualmente com o mesmo valor de conversão do Euro). O bilhete do tram é comprado nas máquinas localizadas nas próprias paradas, uma corrida simples custa CHF 2,60.

Primeira noite não teve esquema certo, foi cama direto depois do jantar. Mas no dia seguinte cedo estávamos prontas para explorar! A cidade é relativamente pequena, o que ajuda a não nos perdermos e a conseguirmos visitar o máximo possível em pouco tempo. Dá para fazer isto a pé (o nosso caso), com bicicletas que vocês conseguem alugar ou até conseguir gratuitamente em alguns pontos da cidade, deixando um documento como garantia, ou com o transporte público.

Na frente da estação central está a BAHNHOFSTRASS, uma rua principal que corta a cidade e leva até o lago, muito fácil e muito perigosa, no bom sentido, nela nossos olhinhos brilham diante das vitrines da Tiffany&Co, Prada, Dior e por aí vai… Mas se você querido(a) leitor(a) é como quem vos escreve, que troca uma bolsa nova por guloseimas e mais viagens, pare por favor na Sprüngli, e se deleite com os aromas e sabores dessa confeitaria. Afinal, vir à Suíça e não se acabar todo no chocolate não vale né?!

Ainda em uma das transversais da Bahnhofstrasse a gente tem acesso à Cidade Velha, a ALTSTADT. Que coisa mais linda meu povo! Bandeirinhas esvoaçantes, lojinhas, casinhas de telhado pontudo, cores, flores, velhinhos caminhando tranquilos, igrejas, uma paz e um charme inenarráveis. Perdemos um bom tempinho aqui, curtindo o lugar e tirando fotos, muitas fotos!

Voltando para a rua principal e seguindo direto toda vida (isso é bem nordeste) chega-se ao lago. Aí meu amigo é hora de encarar aquele salsichão velho de guerra. Pense num troço gostoso!!!! Aquele das barraquinhas mesmo. O que é aquela mostarda? Ok, salivei só de lembrar. Eu não sou muito carnívora, mas encarei e queria repetir. Se joga que é garantido e ainda tem vista para o Lago! 😀

Outra parte interessante da cidade é nos arredores na Catedral, a GROSSMÜNTER. É aquela coisa, os interiores das igrejas são meio “fraquinhos” pra gente que tá acostumada com Igreja toda recoberta de ouro. Então quem não tem muito tempo disponível eu aconselho pular a visita.

Do outro lado tem a FRAUMÜNSTER, fofa, com aquela torre azul, a entrada nela é gratuita. A outra igreja nesta mesma área é a ST. PETERSKIRCHE, famosa pelo relógio na sua torre. A dica nesta parte da cidade é: ande, ande e ande! Tem ruelas que nos lavam à praças com vistas de tirar o fôlego, como a LINDENHOF fontes, casinhas, arcos, cafés, tudo muito charmoso, então aproveite para caminhar bastante e descobrir Zurique.

Mapa do trecho.

No dia seguinte a visita foi ao ZOO. Quem curte este tipo de atração não pode perder. A organização e estrutura deste lugar são incríveis. Outro lugar que merece uma parada é o JARDIM CHINÊS. Em um dos dias da nossa passagem por Zurique nos dividimos, a minha amiga foi para Säntis e eu fui parar em Konstanz, mas ela requer um post exclusivo.

Acho que deu para perceber que 2 dias são mais que suficientes para conhecer um pouco Zurique. Ou ela pode ser usada como base para sair explorando as cidades menores ao redor.

Uma época excelente para visitar a cidade é durante a festa do SECHSELÄUTEN que acontece na terceira segunda-feira de abril todos os anos desde o início do século 20. Muita gente vem para Zurique apreciar o desfile de guetos e cantões, lindos, em grupos vestidos de forma impecável, muitas pessoas levam flores para distribuírem entre os que desfilam ou doces e prendas para serem dadas às crianças. Após o desfile todos seguem para ver a queima do homem de neve no meio da praça, diz a tradição que o tempo que é necessário desde que a chama é acesa até o boneco explodir completamente indica quão bom será o verão: menor o tempo, melhor ele será. Portanto quem estiver pensando em visitar a Suíça nesta época do ano, não pode perder esta manifestação cultural linda!

Legal saber que, mesmo Zurique sendo o maior centro financeiro da Suíça, ela não é a capital do país, este posto é ocupado por Berna. A língua falada na cidade é o Alemão, porém não exatamente como o da Alemanha (como Brasil x Portugal). Novamente, a moeda aqui é o CHF (Franco Suíço). Brasileiros podem visitar o país sem visto desde que permaneçam por no máximo 90 dias como turista. O inverno aqui é rigoroso, as temperaturas chegam facilmente abaixo de zero, porém é um frio seco, o que o torna mais “suportável”. No mais é arrumar a mala e vir logo conhecer este cantinho do mundo cheio de charme, tranquilo, limpo, organizado e habitado por pessoas gentis e muito educadas.

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2 comentários sobre “Zurique e o Sechseläuten.

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